
Segundo o Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do Rio Grande do Norte (Sicramirn), não haverá um percentual único de aumento. Cada indústria definirá o novo preço de acordo com sua estrutura de custos.
Atualmente, o garrafão de 20 litros é encontrado no mercado potiguar por valores entre R$ 9 e R$ 15. Com o reajuste, o consumidor poderá encontrar preços diferentes conforme a marca e o estabelecimento.
De acordo com o Sicramirn, o reajuste é motivado principalmente pela elevação dos custos de produção, envase e distribuição.
Entre os fatores citados pelo setor estão o aumento dos preços das resinas termoplásticas, utilizadas na fabricação de garrafões, tampas e lacres, além de despesas com energia elétrica, combustíveis, logística e demais custos operacionais.
O sindicato também aponta a influência da variação do dólar sobre o preço das resinas e de indicadores econômicos. A entidade cita uma inflação acumulada em 12 meses de 4,22%, além da variação de índices como IGP-M e IGP-DI.
O Rio Grande do Norte possui atualmente 35 indústrias de águas envasadas, segundo o Sicramirn. Juntas, elas produzem aproximadamente 507 milhões de litros por ano e geram cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos.
A entidade afirma ainda que mais da metade da população potiguar consome água mineral natural ou adicionada de sais em residências e estabelecimentos comerciais.
As empresas do setor são fiscalizadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e pela Vigilância Sanitária. No Rio Grande do Norte, os produtos também estão sujeitos ao Selo Fiscal, utilizado no controle das obrigações tributárias e sanitárias.
Até o momento, o Sicramirn não divulgou uma estimativa de quanto deverá custar o garrafão de 20 litros após o reajuste.
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